Destaques

Movimento Woodstock


     Os principais artistas do Movimento Woodstock : "Evil ways" (Santana), "St. Stephen" (Grateful Dead), "Bad moon rising" (Creedence Clearwater Revival), "Piece of my heart" (Janis Joplin with The Kozmic Blues Band), "Dance to the music" (Sly and the Family Stone), "My generation" (The Who), "White rabbit" (Jefferson Airplane), "With a little help from my friends" (Joe Cocker), "Suite: Judy Blue Eyes" (Crosby, Stills, Nash and Young) e "Purple haze" (Jimi Hendrix).


Jimi Hendrix


     O guitarrista Jimi Hendrix encerrou Woodstock em grande estilo, tocando praticamente na manhã da segunda-feira (dia 18 de agosto), e foi um dos principais artistas a ajudar o festival a se tornar uma lenda da contracultura. Além de clássicos como “Purple haze”, “Foxy lady” e “Voodoo child”, o guitarrista (acompanhado de uma banda de transição entre a Experience e a Band of Gypsys) improvisou uma versão assustadora e eletrificada de “Star spangled banner”, o hino nacional americano, com direito a efeitos simulando tiros de metralhadora e bombas caindo. O gênio da guitarra acabou morrendo pouco mais de um ano depois, em setembro de 1970.


Janis Joplin 


     Outro grande símbolo da geração hippie, Janis Joplin foi uma das principais estrelas do segundo dia do festival, no sábado (16). Acompanhada da sua Kozmic Blues Band, tocou um repertório que poderia funcionar perfeitamente como uma coletânea com suas melhores faixas até aquele momento, com “Piece of my heart”, “Summertime” e “Ball ‘n’chain”. Em fevereiro do ano seguinte, antes de lançar o álbum “Pearl”, Janis visitou o Brasil, onde teve um relacionamento com o roqueiro Serguei. Mas em outubro de 1970 morreria de overdose em Los Angeles, aos 27 anos – mesma idade de Hendrix.


Jefferson Airplane


     Os pioneiros da psicodelia de São Franscisco fecharam a programação do sábado em Woodstock, tocando após o Who. Contando com a formação clássica, que havia gravado o celebrado álbum “Surrealitstic pillow”, lançado em 1967, o Jefferson Airplane não esqueceu dos seus dois principais hits: “Somebody to love” e “White rabbit”, inspirada no livro “Alice no País das Maravilhas”. A formação com o cofundador Marty Blain durou até 1970, e depois de 1974, já sem a vocalista Grace Slick, a banda trocou de nome para Jefferson Starship – provavelmente tentado alçar voos mais altos.



Joe Cocker 



     O cantor inglês, famoso pela sua voz rouca e pela performance exagerada, chegou ao festival de helicóptero para fugir dos congestionamentos e abriu a “noite” de domingo – começou a tocar às 14h. O repertório do show era baseado no disco “With a little help from my friends”. Sua interpretação visceral da música título, cover dos Beatles, levou Paul McCartney e George Harrison a autorizar versões posteriores de outras músicas da banda. Além da trilha de abertura da série “Anos incríveis”, Cocker tocou duas músicas de Bob Dylan (“Just like a Woman” e “I shall be released”) além de outro hit seu, “Feelin’ alright”, do grupo Traffic.



Crosby, Stills, Nash & Young



     O verdadeiro supergrupo da contracultura fez um show com dois sets diferentes – primeiro um momento acústico e depois uma parte eletrificada. Sempre encrenqueiro, Neil Young não participou direito dos shows, tocando em uma pequena parte do set acústico e se escondendo no momento elétrico. Ele não gostava das filmagens que estavam acontecendo, achava que atrapalhavam o público e a banda. Dividida em quatro movimentos, “Suite: Judy Blue Eyes” foi um dos destaques, ao lado de “Mr. Soul”, “Helplesly hoping” e “Long time gone”.


Santana 

O guitarrista mexicano Carlos Santana estava no começo da carreira
 quando tocou em Woodstock - havia lançado há pouco seu primeiro álbum,
pela gravadora Columbia. Precursor do rock latino, Santana foi uma das
principais revelações do festival. O repertório foi todo baseado no seu
disco de estreia (suas faixas mais conhecidas, como “Samba pa ti”, só
apareceriam em “Abraxas”, de 1970), com a clássica “Evil ways”, além
de “Soul sacrifice” e “Jingo”.

   Sly and The Family Stone

Na fronteira entre a soul music e o rock psicodélico, o grupo
contava com uma formação racial e sexual mista – algo
 praticamente inédito na época. Liderados pelo carismático
e lisérgico Sly Stone, um dos compositores e produtores
mais influentes da black music, botaram os hippies para
dançar com grooves tirados de “Stand!”, um de seus álbuns
mais bem sucedidos. 
Como no caso de Janis Joplin, o setlist
soava como um “best of” da banda, com faixas como “Everyday 
people”, “Dance to the music”, “Sing a simple song” e “I want to 
take you higher”.


The Who

Os ingleses destruidores de instrumentos estavam no auge da
forma quando tocaram em Woodstock, com direito a um set de 25
 músicas que incluía clássicos (“My generation”), covers
(“Summertime blues”) e a ópera-rock “Tommy” completa, executada
na ordem original. Uma das lendas diz que o ativista do LSD Abbie
 Hoffman subiu ao palco no meio do show para “denunciar” a banda
 como “vendida”, mas foi expulso a guitarradas por Pete Towsend,
que ainda aproveitou o episódio para compor a música “Won’t get
fooled again”, de 1971.

Grateful Dead



    Talvez os maiores hippies de todos os tempos, o Grateful Dead
 já era uma instituição lisérgica em 1969, começando a atrair seus
 primeiros seguidores fiéis, os “deadheads”. Pouco tempo antes de
 embarcar em uma viagem voltada ao folk em discos como “American
 beauty”, a banda tocou em Woodstock no auge da sua fase mais
ácida . Como qualquer show com menos de três horas e meia seria
curto para o Dead, foram apenas quatro músicas – “St. Stephen”,
“Mama tried”, “Turn on your love light” e a sempre quilométrica “Dark star”.


Creedence Clearwater Revival

     A fábrica de hits californiana (que soava como se tivesse vindo da
blueseira Louisiana) teve o azar de se apresentar logo após o Grateful
Dead. Por conta das longas jams do Dead, o Creedence Clearwater
Revival imaginou que a maior parte dos fãs tinha ido dormir, mas o
fato é que o guitarrista e líder, John Fogerty, achou a apresentação do
próprio grupo abaixo da média e proibiu a banda de entrar para o
documentário do festival. Ainda assim o setlist é recheado de
pérolas como “Bad moon rising”, “Proud Mary” e “Susie Q”.







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